Enquanto, na verdade aparente do que chamo de também amor, vejo teatro e óscar... Então, paro e penso:
_ O que realmente sinto? Já que, entre o vazio e a inundação, tudo que tenho é o timbre rouco da tua voz e a lembrança de momentos marcantes naquele quarto do hotel fulano de tal.
E, no fim das contas, quem és tu, diante do exagero dos frívolos da paixão por um estranho?
Diante das não-respostas, arranho a minha vontade, não consigo aceitar que isso pode ser verdade.
Eu não te amo, mas, o que tanto há em ti que me atrai e me chama, provocando em mim um imenso desejo de te ter por perto?
Confusão plausível diante de um coração dividido.
A tua criatividade seduz-me, causa-me impacto, e, em tempo, registro que ficaria com a ligeira sensação de perda, caso ficasse sabendo que existe outra em tua vida.
Contigo, a quebra de regras leva-me à loucura. Confesso, tenho medo!
Isso conduz-me à particular dúvida:
_ Esquecer-te e entediar-me com uma vida fugaz, rotineira, com a incerteza do que poderia ter sido, sabendo que, ao longe, choro!
Ou, doar-me para ti e deixar que me ensines a amar-te, e, não deixar que eu chore, e, se chorar, que ele esteja por perto para enxugá-las e, em tempo,amar-me.
