quinta-feira, 14 de abril de 2011

Onde?

Como posso encontrar,
o que eu mais nem sei?
Pois, tudo eu já dei.
Não sei como procurar...

Como posso chorar,
se estou tão vazia?
Resta o seco onde o rio
turbilhava p'ro mar.

Como posso ouvir,
se o vácuo é pleno?
Sequer um som, ameno,
ao silêncio ferir...

Como posso partir,
se nem mais me pertenço?
E os pés não convenço,
a afastar, não querem ir...

Não vou mais peguntar.
Não intento respostas.
Seguir, é dar as costas
e aqui quero ficar!

Onde posso encontrar,
se me perco distante...
Onde que a alma é amante,
bem lá é meu lugar.