domingo, 5 de junho de 2011

Voa


Voa, voa, passarinho, vai voar
Pelos quatro cantos a cantar
Assobiando aos ventos
Tudo que te faz chorar.

Voa, voa, passarinho, vai ao longe
Deixa na lembrança apenas um bater de asas
Uma pena e uma melodia
Acalentando esperanças de um dia voltar.

Voa, voa, passarinho
Afinal, és senhor da liberdade
Sem gaiolas para te encarcerar
Sem mãos para te tocar

Só um resquício, um desejo
De te ver cantando
De não mais chorar
De te ver pousar

Ah, se tu soubesses o preço
De tua liberdade...
Ah, se tu soubesses
Que não há cor em tua ausência...

Voa, voa, passarinho
O que se há de  fazer?

Tolice de quem imagina que uma gaiola
Pudesse me conter...