quarta-feira, 13 de abril de 2011

Revelação do "Eu"


Quis começar hoje sem saber por onde.
Pensei chamar de começo, mas não seria demasiado vulgar para quem já não o está a fazer pela primeira nem sequer segunda ou terceira vez?
Início?
Tudo é um início. Cada momento começa, dura e termina. Por mais curto que seja o seu tempo de vida.
Talvez um regresso.
Retornar não ao que fui, mas à liberdade de escrever para meu prazer, sem amarras. Sem máscaras. Apenas eu.
Máscaras? – perguntar-se-á alguém.
Sim e não. Não usamos todos as nossas máscaras dia após dia? Quando sorrimos e no peito queimam as lágrimas.
Quando enfrentamos os obstáculos com uma garra que nem sabemos onde a vamos buscar, mas que nos faz dar um passo para a frente.
E outro. Outro mais.
Agora serei aquela que se despoja de algumas dessas máscaras protectoras e se deixa enrolar nas ondas do que me move. Palavras. Escrita.
Dançando entre elas, entrelaçando dedos, apertando as letras num abraço, rodopiando as imagens que vejo. Danço.
É entre essas minhas  paixões que me desenlaço e me revelo.
Para ilustrar deixo a uma outra paixão: o Mar. Sem o qual não conseguiria viver. É com ele que desabafo. Com ele grito. Sorri-me e faz-me feliz.
Respiro o seu ar e encho os pulmões da sua força.
 Sigo com ele.